FSL Angus Itu

Noticias - FSL NA REVISTA GLOBO RURAL - EDIÇÃO JUNHO 2011



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FSL NA REVISTA GLOBO RURAL - EDIÇÃO JUNHO 2011

09 de Junho de 2011

REVISTA GLOBO RURAL – ONLINE - 06/06/2011


Fábrica de pesos-pesados (trecho)


O pecuarista Antonio Maciel Neto, ex-CEO da Ford, prepara seu gado
angus para cruzar com o nelore e produzir um animal meio-sangue


por Sebastião Nascimento | Fotos Ernesto de Souza


Confira a seguir um trecho da reportagem de capa que pode ser lida na íntegra na edição da revista Globo
Rural de junho/2011, já nas bancas.


Um dos mais prestigiados executivos do país é respeitado também como pecuarista pelas
inovações introduzidas no aprimoramento de seu rebanho puro de gado angus. Ex-presidente
da Ford e atual CEO da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto, 53 anos de idade, tem
como meta produzir um rebanho meio-sangue angus com nelore no futuro. Apesar de sua
vocação industrial, Maciel tem linhagem fechada no campo. Os avós, paternos e maternos,
eram fazendeiros, e o pai, Antonio Maciel Filho, 85 anos, é agrônomo aposentado do Banco do
Brasil, enquanto a irmã, Sônia, fez mestrado pela Escola Superior de Agronomia Luiz de
Queiroz, em Piracicaba (SP). Maciel fica orgulhoso diante da lembrança da premiação por dois
anos seguidos como melhor CEO da indústria de produtos florestais da América Latina. Porém,
é quando apresenta o tourinho FSL Brio, um robusto puro-sangue negro de pouco mais de dois
anos de idade e pesando uma tonelada, que os olhos de Maciel brilham. “Veja o comprimento
e a profundidade dele. Sobra carne no posterior, onde estão os cortes nobres. É um dos
melhores machos da fazenda”, explica, enquanto se agacha para visualizar a anatomia do
bicho. “Brio, que tem uma sólida estrutura de pernas, vai ainda esparramar precocidade para
suas crias e será um reprodutor de bastante futuro”, diz o pecuarista.
No mês passado, durante os julgamentos da ExpoLondrina, que estão entre os mais
espinhosos do país, Maciel estava particularmente feliz pela conquista do Grande Campeonato
Fêmeas com a novilha FSL Ellys 770. É o título mais importante da mostra no norte
paranaense.
Desafio é com ele. A Ford apresentava um prejuízo de US$ 600 milhões ao ano quando
assumiu a presidência, em 1999. Em sua despedida, em 2005, já como CEO para a América
do Sul, deixou a montadora lucrando US$ 1 bilhão. Para tirar a subsidiária brasileira do
vermelho e “reinventar” a octogenária Suzano, Maciel se pautou em três premissas que aplica
também na gestão da fazenda: estratégia, execução e qualificação dos trabalhadores.
Gado em"

A fazenda de Maciel é chamada FSL Angus e fica em Itu, a 100 quilômetros da capital paulista.
Lá, uma área pequena de 300 hectares abriga um plantel fino de angus que varia de 500 a 700
cabeças, dependendo da época do ano. “Aqui, o espaço é pequeno e a terra é cara. Portanto,
a fazenda tem de agregar valor, visto que os custos fixos são altos.” Segundo ele, a FSL faz
transferência de embriões – técnica cara – e os gastos permanentes com trator, veterinário,
comida e mão de obra, entre outros, a obrigam a produzir um animal de alta qualidade. “O
mercado reconhece e paga melhor,” diz Maciel. “Já para reduzir despesas, o boi é criado a
pasto (tifton) e plantamos milho irrigado e aveia para fazer silagem e complementar a
alimentação.”


Mas está no aproveitamento da área o grande trunfo da FSL. A taxa de ocupação média por
hectare é de seis animais. Para ter ideia, os Estados Unidos, cuja pecuária é altamente
evoluída, conseguem colocar três bois por hectare, enquanto que, no Brasil, a média é muito
baixa, menos de uma cabeça por hectare. Para atingir esse desempenho por unidade de área
(UA), a boiada na FSL come capim à vontade e Maciel aperta na suplementação



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